domingo, 6 de maio de 2012

Namoro na Adolescência


     A adolescência é uma importante fase do desenvolvimento humano, pois é durante este período que se é vivenciada a passagem da infância para a vida adulta, que segundo a Organização Mundial da Saúde, ocorre entra os 11 e 20 anos. Neste período, transformações emocionais e corporais ocorrem, gerando novas situações de conflitos que parecem não ter solução para os que as vivenciam. Um destes conflitos podem surgir com o namoro, uma vez que é durante a adolescência que grandes paixões são sentidas e os romances são vividos com extrema intensidade.
     Quando um adolescente se apaixona pela primeira vez, ele se imagina num conto de fadas infantil, nos qual o príncipe e a princesa vivem felizes para sempre. Isso leva os jovens mergulharem de cabeça nos relacionamentos, se apaixonando como se no mundo só existisse a pessoa amada fazendo com que os jovem mudem seus planos de vida, suas rotinas e até opinião, em prol do bem estar do outro.
     Mas escolhas feitas para manutenção de um relacionamento pode gerar frustrações ao perceberem que o príncipe ou a princesa que pensaram ter encontrado ainda não existia. E esse golpe, aliado à falta de maturidade os deixarão sem condições para superar estas dificuldades que surgirão.
     Cabe então aos pais usar toda a experiência adquirida ao longo da vida e oferecer auxílio e condições para que o jovem possa superar esta fase. Seus apoios durantes conflitos ligados ao relacionamento dos filhos podem evitar mudanças de comportamento como isolamento social, dificuldade ou vontade de abandonar os estudos, perda de interesse em tarefas cotidianas, alteração no sono ou apetite, depressão, crises de pânico ou transtornos de ansiedade.
    Alguns pais, por provavelmente já terem passado por situações como estas, podem achar que os filhos estão fazendo charme ou que estão sofrendo por bobeira. Mas para a criança ou adolescente o transtorno é sério, e necessita de ajuda para que possam superar. E caso os pais não saibam como agir, é necessário que procurem auxílio com um profissional especializado capaz de orientar seus filhos a superar referida situação.
     É frequente ouvirmos pais dizerem que "não esta na hora de estudar" ou que "primeiro deve se dedicar aos estudos". Contudo é no ambiente escolar, grupo de amigos e até mesmo encontros religiosos que o assunto "relacionamento" é iniciado.
E por mais que os pais queiram proibir seus filhos, eles o farão escondidos, pois "o namoro é um momento de experimentação de treino, durante o qual o adolescente passará da infância para a fase adulta do desenvolvimento afetivo-sexual", e é da natureza dos jovens experimentarem novas experiências.
     Idade ideal para se iniciar um relacionamento não existe. Mas o próprio contexto familiar o indivíduo aprenderá a respeitar o outro e a si próprio, à tolerar diferenças, valorizar a vida e as pessoas.
     Muitos jovens querem apenas trocas de carinhos por um período curto e sem compromisso de namoro e sem o compromisso do dia seguinte, ou simplesmente ficar. Isto já é próprio dos adolescentes, pois estão concentrados em si e tem uma forte necessidade em se auto firmar e conhecer pessoas. Não se sabe o que será o amanhã de um adolescente, uma vez que é característica do mesmo mudarem de opinião, mas quando se encherem deste relacionamento superficial terão a vontade de namorar com mais seriedade e compromisso.
     Junto com esse compromisso mais sério surge a maior preocupação dos pais: o ato sexual.
     Não se pode afirmar que entre os 11 e 15 anos os jovens terão a relação sexual como algo necessário em seu relacionamento, mas o contexto social e familiar em que convive o jovem desta fixa etária pode influencia-lo. Por isso é necessário que os pais tratem esta assunto juntamente com os demais assuntos ligados à sexualidade com mais naturalidade.
     O preconceito relacionado ao dialogo com os filhos sobre este assunto pode atrapalhar o desenrolar da vivencia e uma evitar uma sadia formação dos adolescentes, pois a sociedade, através de revistas, propagandas, novelas, filmes e internet expõe aos jovens uma enxurrada de convites para colocar o ato sexual nos seus relacionamentos. Por isso cabe aos pais dar um sentido à paquera, orientando-os à respeito de si próprio e do outro.
     Os pais deverão dar exemplo já dentro de casa, demonstrando entre si amor verdadeiro, confiança e diálogos, demonstrando e passando segurança aos filhos. Nos lares desestruturados onde não há informação entre pai e filho, sérias consequências, como gravidez indesejada, briga com os pais, mudanças de comportamentos, dentre várias outros, podem fazer parte da rotina dos jovens.
     A conversa entre pais e filhos sobre assuntos relacionados a sexo, camisinha, métodos anticoncepcionais, pílula do dia seguinte, doenças sexualmente transmissíveis são de suma importância. Deixe sempre o adolescente à vontade para que converse sobre namoro, casamento, gravidez ou outros assuntos ligados ao relacionamento. Pois apesar de pensarmos que a mídia passa bastante informação, os jovens são leigos neste assunto.
     Sabendo educar os filhos com dedicação e orientação, os pais poderão evitar uma consequência que hoje separa famílias e sonhos de muitas adolescentes: a gravidez.
Por Paulo Cascão

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